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Na avenida, público é arrebatado pelas escolas de samba

rosabitt - fev 09 2016
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Por Rosa Bittencourt

Sair da Passarela do Samba quase às 6h da matina depois do desfile da Mangueira e sua homenagem para uma das maiores cantoras de MPB, Maria Bethânia, e seus 50 anos de carreira, num noite que teve ainda Portela (outra grande favorita), Salgueiro, Imperatriz, Vila Isabel e São Clemente não dá para se achar uma cidadã normal.

Qualquer um sai meio morto depois de quase 8 horas e meia em pé na avenida, mas completamente emocionado pelo espetáculo das escolas de samba. Caminhar por quase 15 minutos atrás de um táxi, no meio de um congestionamento gigante de ônibus e carros particulares, é só um detalhe. Até o nascer do sol é quase deixado de lado. O som da bateria ainda faz eco nos tímpanos.

 

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As baianas do Salgueiro

 

O que é fato: o carnaval de 2016 deve entrar para a história como um dos melhores dos últimos anos. Todas as grandes escolas, das 12 que desfilaram entre a noite de domingo e segunda-feira, fizeram bonito. Na lista acima, é obrigatório acrescentar Beija-Flor de Nilopólis e Unidos da Tijuca (que saíram no domingo), que também vão brigar pelo título de melhor escola do Rio de Janeiro.

 

Flávia e a amiga Leila

Flávia e a amiga Leila

 

E a percepção é clara: o carnaval na Passarela do Samba Darcy Ribeiro seduz. Impossível não se deixar levar pelos sorrisos e gingado das rainhas da bateria e os destaques dos carros alegóricos. “As pessoas entram na vibração do carnaval. É impossível não ser arrebatada por tudo isso”, disse a jornalista Leila Lima, de 47 anos, que acompanha os desfiles há muitos anos. Ela já saiu em algumas escolas, mas ainda não desfilou na escola do coração: Portela. Sua amiga, a também jornalista Flávia Barbosa, 40, torce pela Mangueira. “É o 18º ano que venho. É clichê, mas sempre me emociono”.

 

Silvânia, torcedora da Imperatriz, e a portuense Márcia

Silvânia, torcedora da Imperatriz, e a portelense Márcia

 

As amigas Silvânia Barros, 40, administradora e Márcia Viera, 50, empresária: uma torcedora da Imperatriz e outra, da Portela: tinham opinião para a maioria das escolas. Para Márcia, Vila Isabel entrou fraca na avenida e São Clemente, assim como Estácio, tem fortes chances de cair para a “segunda divisão”. Salgueiro foi maravilhosa, opinou a empresária e para ela: “Portela é a rainha da avenida”. Silvânia pensa diferente da amiga e gostou muito do samba-enredo da Vila e a Salgueiro, “incorporou como nunca o jeito do carioca com a ‘Ópera do Malandro’”. As duas, também eram convidadas de um camarote.

Para 2017, sigo numa bola dividida: desejo de conhecer os blocos independentes (fora da programação oficial da RioTur) e ao mesmo tempo voltar para a Passarela do Samba como profissional e integrar uma escola de samba. Quem sabe, num futuro não muito distante sair inclusive na ala das baianas de uma escola. Ala que mais admiro. Uhuuu. Que venha 2017.